Olá! Ontem eu falei sobre o fato dos jovens GLBTTs terem que se esconder, se for seguir o que se é exigido socialmente. E hoje vou explorar um pouco a razão dessa realidade.
O preconceito é extremamente forte em nossa sociedade. Isso é fruto de uma educação intolerante, que não foi e nem está sendo criada para lidar com as diferenças. O sistema capitalista tem muito disso. Um exemplo, a indústria cinematográfica. No início, o maravilhoso mundo do cinema era uma arma americana para enraizar no ocidente uma aversão aos soviéticos. Tudo a nossa volta estabelece o certo e o errado, e o indivíduo, ao invés de questionar, acata todos os absurdos, porque é mais jovem estar na moda. E também tem a comodidade. É o tipo de coisa que você cresce ouvindo as pessoas falando mal: “Os gays são promíscuos, não arranjam emprego e não tem família”. Coloquemo-nos no lugar de um garoto hétero, aos 17 anos, com toda a sua criação voltada para a intolerância e machismo, tendo que lidar com as próprias dúvidas e com a sua própria rejeição social, seja porque não tem o último celular da moda, está um pouco gordinho e tem um pequeno problema de falar
Encerrando esse assunto por hora, gostaria de comentar um fato bem importante ocorrido no final do ano passado, mas que não teve muita visibilidade. Em dezembro do ano passado, na Igreja Dinamarquesa
Elas já tinham a união civil, mas o sonho de se casar com véu e grinalda as fez procurar essa igreja, cujo país de origem há quase 20 anos reconhece a relação homoafetiva legalmente. É como dizem os mais velhos ativistas, há muito que mudar, mas a nossa geração já anda fazendo muita coisa para melhorar o mundo, e devagarzinho, chegaremos lá. Toda revolução começa pela educação das nossas crianças, e a conscientização é o que se precisa fazer, o resto é conseqüência.
Beijos






Leia este blog no seu celular