Não queremos privilégios. Queremos igualdade.


13/07/2007


Olá! Ontem eu falei sobre o fato dos jovens GLBTTs terem que se esconder, se for seguir o que se é exigido socialmente. E hoje vou explorar um pouco a razão dessa realidade.

 

O preconceito é extremamente forte em nossa sociedade. Isso é fruto de uma educação intolerante, que não foi e nem está sendo criada para lidar com as diferenças. O sistema capitalista tem muito disso. Um exemplo, a indústria cinematográfica. No início, o maravilhoso mundo do cinema era uma arma americana para enraizar no ocidente uma aversão aos soviéticos. Tudo a nossa volta estabelece o certo e o errado, e o indivíduo, ao invés de questionar, acata todos os absurdos, porque é mais jovem estar na moda. E também tem a comodidade. É o tipo de coisa que você cresce ouvindo as pessoas falando mal: “Os gays são promíscuos, não arranjam emprego e não tem família”. Coloquemo-nos no lugar de um garoto hétero, aos 17 anos, com toda a sua criação voltada para a intolerância e machismo, tendo que lidar com as próprias dúvidas e com a sua própria rejeição social, seja porque não tem o último celular da moda, está um pouco gordinho e tem um pequeno problema de falar em público. Ele não vai repensar se está fazendo o “certo ou errado” quando discrimina alguém por qualquer motivo que seja, afinal, ele também não está sendo aceito. É uma enfermidade geral da sociedade, e é contra isso que se deve a nossa luta, mudar essa educação falha, de adoração ao exclusivo e do igual.

 

Encerrando esse assunto por hora, gostaria de comentar um fato bem importante ocorrido no final do ano passado, mas que não teve muita visibilidade. Em dezembro do ano passado, na Igreja Dinamarquesa em Buenos Aires casou-se Jessica e Virginia, o primeiro casal homossexual a se casar em uma igreja na América Latina.

Elas já tinham a união civil, mas o sonho de se casar com véu e grinalda as fez procurar essa igreja, cujo país de origem há quase 20 anos reconhece a relação homoafetiva legalmente. É como dizem os mais velhos ativistas, há muito que mudar, mas a nossa geração já anda fazendo muita coisa para melhorar o mundo, e devagarzinho, chegaremos lá. Toda revolução começa pela educação das nossas crianças, e a conscientização é o que se precisa fazer, o resto é conseqüência.

 

Beijos

Escrito por Max às 08h16
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12/07/2007


Olá! Antes de iniciar o tema de hoje, gostaria de agradecer aos leitores e às suas críticas e elogios. É muito legal ver as pessoas reconhecendo o seu esforço=). Seria interessante que alguém propusesse o próximo tema, afinal não escrevo para mim, e sim para toda nossa comunidade.

 

Hoje gostaria de falar de um assunto um tanto quanto polêmico. Tenho alguns amigos que se preocupam em não aparentar que são gays. E muitos deles não o são, inclusive. Aí esbarramos no conceito: o que é gay? Nesses últimos tempos tenho lido bastante sobre o “Gaydar”, um tipo de radar que nós temos para identificar se o outro é ou não gay ou bissexual. Algumas pesquisas indicaram que 75% dos gays são identificáveis por esse radar. Número grande, não? Entretanto, isso é bem relativo. Esse número só indica quantos gays parecem realmente serem gays, e quanto aos heterossexuais que parecem ser gays e não o são? É aí que a coisa desanda. O foco da sua personalidade não deve ser esconder o que lhe é mais próprio, a sua sexualidade. Seja você mesmo, que não haverá erros, só acertos.

Não se deixe levar pela exigência social de se esconder, afinal, não estarás fazendo nada errado. Assuma-se, nem que seja só para si mesmo. Seja feliz como você é, e não tente parecer o que lhe é exigido. Vale lembrar também que ninguém é perfeito, ou seja, não faltarão críticas. O mundo não perdoa quem é, e martiriza quem se assume.

Beijos

Escrito por Max às 11h03
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10/07/2007


 

Olá ! Quero me apresentar a vocês , podem me chamar de Max . Sou o novo colaborador desse blog , e gostaria de postar coisas interessantes e úteis ao nosso dia-a-dia. E pensando bem, o que realmente falta a nós, a parte interessada nisso tudo? Informações. E não é só informação não, é também o como se deve usar. E pelo princípio, saber seus direitos e deveres proporciona-lhe uma segurança necessária para o convívio social. Estava eu, um dia desses, na livraria olhando um livro aqui , outro acolá , só folheando mesmo , quando encontrei uma revista que tratava sobre quase tudo sobre os homossexuais nos dias de hoje. Gostei muito , e como post de estréia, decidi compartilhar com vocês algumas das informações lá contidas.

 

 

Nós e as leis: a cinco passos da liberdade:

 

1.     Dignidade do ser humano.

A constituição dá total garantia à livre opção sexual e o reconhecimento de relações homoafetivas.

 

Ou seja, não é crime algum viver a sua sexualidade, e mais, que isso é algo legítimo seu, e ninguém tem nada a ver com isso.

 

2.     Namorar e beijar onde e quando quiser.

No Brasil, a nossa constituição assegura a igualdade de todos. Se João e Maria podem namorar no parque, o Pedro e o Ivo também!

 

Gostaria de lembrar uma coisa, namorar não significa sair se agarrando em toda esquina, e sim andar de mãos dadas, beijos comportados... Enfim, tudo que tiver conotação amorosa está garantido por nossa lei. Basta ter bom senso pra definir onde termina a demonstração de amor e começa o sexo explícito.

 

3.    Indenização por discriminação e preconceito.

 Qualquer ambiente é regido pela legislação federal que define o preconceito como crime passível de indenização, seja o lugar um estabelecimento comercial ou público, seja o preconceituoso uma pessoa física ou jurídica.

 

Enfim, qualquer um que discriminar pela razão qual for, inclusive sexual, será devidamente punido. Não ter medo de exigir os próprios direitos é um belo começo, o resto é conseqüência.

 

4.    Parceira civil de pessoas de mesmo sexo.

Infelizmente, ainda não temos uma lei regularizadora da união civil homossexual, ou seja, para possuirmos muitos dos direitos que um casal heterossexual, recomenda-se a elaboração de um contrato de convivência, através de um advogado.

 

5.    Adoção por homossexual

Não importa, na hora da adoção, a orientação sexual do adotante, o que conta na verdade é o tipo de ambiente que o mesmo proporcionará à criança.

 

A única diferença que se vê entre a adoção de um homossexual e um heterossexual é a opção de colocar o pai e a mãe como tutelares, o que os homossexuais não dispõem dessa opção.

 

 

Beijos

Escrito por Max às 13h32
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