Não queremos privilégios. Queremos igualdade.


20/07/2007


Você já disse eu te amo hoje?

Ah! Hoje é o dia do amigo. Feliz dia do amigo a todos vocês e que todos nós possamos passar o dia ao lado de quem gostamos. Queria aproveitar a oportunidade pra falar da amizade entre um e-jovem e um e-aliado, que são os heteros que estão do nosso lado. Eu, particularmente, tenho um amigo que é hetero. Ele sabe de tudo e acompanha meus causos. E o que importa entre nós é: companheirismo, respeito, dedicação e admiração.

Para resumir tudo em uma única palavra, AMOR. E o mais legal disso tudo é que não há nem vestígio de conotação sexual. Ou seja, a sexualidade da pessoa não é nada mais nada menos que uma característica, como por exemplo, a cor do cabelo, ou o formato do pé, e como tal não é para ser separada dos demais. É muito comum, principalmente no Brasil, um país diversificado etnicamente, ver uma pessoa dita “negra”(porque aqui no Brasil, somos todos brancos, negros, índios, asiáticos etc.) com uma pessoa dita “branca”. Essa diferença não as faz diferente na sua essência. E é isso que se chama amizade, pessoas unidas pela essência. Há um nível de amizade em que nada mais importa, um sentimento de fraternidade e amor incondicional surge e nada consegue separá-los. Soa como poesia, mas abordar esse assunto é buscar na alma o que há de mais sincero dentro de si mesmo. Nós (sobre)vivemos a vida, e com o tempo tudo vai se acabando, beleza, juventude e as demais coisas. A amizade é a única coisa que tem o tempo como aliado. Vale a pena dedicar nosso tempo precioso a uma pessoa que nos faz sentir bem, feliz e satisfeito. E a melhor parte disso tudo é dizer ao outro: “Cara, eu te amo”. Vocêjá disse eu te amo hoje?

 

BOAS NOVAS

 

Há um banco argentino, o “Província”, que tem um comercial indo ao ar todas as noites abrindo uma campanha com transgênero. No comercial, que veio para marcar a nova perspectiva administrativva do banco, um senhor de idade avançada pede desculpas a um transgênero pelo tempo que a discriminou e não a aceitou durante todos esses anos. Este vídeo tem causado emoção em todos os lugares que é exibido. Abaixo segue um trecho:

 

“Tu vida cambia, cuando hay un banco que se animo a cambiar.

Banco Provincia: Tenés una vida, tenés un banco”

Beijos

Escrito por Max às 12h26
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16/07/2007


Olá!

 

Essa semana eu conversava com uns amigos, e todos reclamavam da solidão que sentiam. Era uma característica em comum entre pessoas tão diferentes, e começamos a discutir sobre ela. Há varias maneiras de a solidão manifestar-se, entre elas a que é mais encontrada entre nós, os e-jovens. O grande problema de descobrir-se um e-jovem, é o medo de uma rejeição por aqueles que mais estimamos, entre eles nossa família e amigos. Tal medo nos faz ficar calados e abafar a realidade, tendo que enfrentarmos sozinhos esse mundo tão agressivo. E mesmo quando não estamos mais no armário, ainda assim nos sentimos incompreendidos, pois normalmente, as pessoas não costumam buscar informação nem entendimento do assunto.

Atualmente, há a internet, que mesmo não substituindo o contato físico, ajuda a aliviar um pouco essa solidão. E se pensarmos nos e-jovens da década de 70, por exemplo, nem isso eles tinham. A melhor forma de começar a falar com pessoas que lhe entendem é pela internet, porque você começa só conversando, sem se expor muito. A partir daí, a experiência e o conhecimento adquirido por este meio, as oportunidades para criar amizades e algo mais aumentam.

O mundo já anda caminhando, mesmo que não no tempo que gostaríamos, para a aceitação das diversidades sexuais. Em Roma, esse mês foi inaugurada uma praça em memória de um homossexual cristão, responsável por obras sociais na região. O mesmo foi vítima de homofobia em 2005, morto a pauladas, com ferimentos em todo corpo, principalmente na virilha. O prefeito providenciou a construção de tal praça, onde há uma placa dedicando todo o local à sua memória e obra, esclarecendo a razão de seu bruto falecimento.

É um fato muito positivo pra nossa geração, que possamos até estarmos aqui para presenciar um mundo totalmente livre de discriminação. Mas a grande pergunta ainda fica: Quantos terão que morrer para termos um futuro dignamente melhor?

 

Beijos

 

Escrito por Max às 18h03
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